Segurança nas Escolas

  • 20/05/2026
  • 0 Comentário(s)

Segurança nas Escolas

Nesta terça-feira(19) a Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado da Assembleia Legislativa do Espirito Santo (Ales), discutiram a segurança nas escolas públicas, tendo como referência o atentado à Escola Primo Bitti, em Aracruz, em Novembro de 2022, que levou a morte de quatro pessoas sendo que 12 outras ficaram feridas.

O presidente do colegiado Delegado Danilo Bahiense (PL), comenta um dos motivos para o alerta: 

“A violência escolar não é apenas o ataque armado, ela é também o medo, o abuso, a ameaça, a intimidação, o bullying, a opção e o adoecimento mental dentro do ambiente. O que estamos vendo é o surgimento de uma geração em sofrimento, professores adoecidos, alunos ansiosos, famílias apavoradas, escolas sob tensão, e o Estado não pode agir apenas depois da tragédia. Segurança escolar não pode ser política de comoção, não pode surgir apenas após eventos, não pode surgir somente quando a imprensa está presente”, disse Bahiense.

O ex-capitão do Bope, a tropa de elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Rodrigo Pimentel, participou da reunião de forma online fazendo um mapeamento da questão do controle da violência escolar em todo o mundo, e disse que o Brasil é um dos poucos países que não tem detector de metais na entrada das escolas.

“Nesses últimos 20 anos, em atentados a escolas, já tivemos 210 vítimas no País, sendo 58 mortos e o restante feridas”, destacou Pimentel. “Em mais de 80% dos casos tudo começou com o bullying, o que não é um problema de educação, mas policial”, complementou.

O Juiz de Direito Carlos Eduardo lemos, da 7ª Vara Criminal de Vitória, que também é professor de Educação Física, aconselho os professores da "politica da negação" :

"Infelizmente, a gente tem essa cultura da negação e, por isso, a cultura da segurança está longe de ser construída. Precisamos evoluir da cultura da negação (não vai acontecer comigo) para a cultura da segurança para proteger nossas crianças. Temos que entender que ignorar os riscos não os elimina. Os americanos ensinam que temos que parar de pensar errado: sair do ´se acontecer´ para o ´quando acontecer eu vou agir de tal maneira”, salientou.

Outros profissionais da segurança pública estadual também participaram e se pronunciaram na reunião, dentre eles, o comandante da Companhia Independente de Patrulhamento Escolar, major Eliandro Claudino de Jesus, que, segundo o juiz Carlos Eduardo Lemos ouviu de autoridades americanas, “é o maior especialista brasileiro em segurança escolar”. 

Ao todo o colegiado se reuniu por mais de duas horas, com a presença de vários especialistas no tema. O deputado Bahiense anunciou que será redigido um relatório com as propostas para efetivar nas escolas públicas.

Reportagem completa em: Notícia - Assembleia Espírito Santo


#Compartilhe

0 Comentários


Deixe seu comentário








Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Anunciantes